PRÁTICA EDUCATIVA COMO ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
DOI:
https://doi.org/10.55847/pindorama.v11i1.831Resumo
O objetivo é refletir quanto à importância da prática educativa como ferramenta para o enfrentamento à violência obstétrica. Trata-se de uma pesquisa-ação a partir do recorte da pesquisa de Mestrado. Foram analisados três relatos de mulheres com experiências de partos no mesmo hospital em Eunápolis-Ba. Foi possível identificar os determinantes sociais em saúde e o intercruzamento de gênero, raça e classe, através dos relatos com evidencias do desconhecimento das mulheres sobre o termo violência obstétrica, assim como procedimentos invasivos e violentos de maneira rotineira pautados no discurso do modelo biomédico como necessários para salvar as vidas ora da mãe, ora do bebê ou de ambos. A prática educativa mostrou-se eficaz como uma ferramenta de construção do conhecimento coletivo seja para ensinar e aprender a partir das vivências das mulheres envolvidas no processo, assim como a discussão sobre os direitos sexuais e reprodutivos e o papel da mulher e sua família no evento do parto. A pretensão a partir dos resultados encontrados é difundir as informações/relatos para as mulheres de Eunápolis como forma de encorajamento e formação de uma rede de apoio de modo que as mulheres consigam parcerias e a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, além de provocações com gestores e profissionais de saúde de modo a repensarem as ações para reformular as práticas a partir das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) pautadas nas boas práticas para o bom parto.


