POLÍTICA LINGUÍSTICA PRÉ-COLONIAL E COLONIAL NA ATUAL GEOGRAFIA GUINEENSE
DOI:
https://doi.org/10.55847/1yhqnr03Palavras-chave:
Palavras-chave: Política linguística. Educação. Pré-colonial. Colonial. Oralidade. Escrita.Resumo
Este artigo aborda a política linguística pré-colonial e colonial no território que corresponde atualmente à República da Guiné-Bissau. O trabalho tem como objetivo explicitar as características e os modos de gerenciamento linguístico presentes nesses dois momentos históricos. A proposta fundamenta-se na compreensão de que, em todas as sociedades humanas, sempre houve indivíduos interessados em orientar a prática linguística de outros membros da comunidade (Calvet, 2007). Assim, parte-se da ideia de que existiam políticas linguísticas nas sociedades africanas anteriores à invasão colonial, bem como na sociedade colonial. Argumentamos que a política linguística pré-colonial estava embutida na tradicional prática educativa africana. Por sua vez, a política linguística colonial compreendia leis e decretos produzidos pelo governo português durante o período de colonização do território guineense. Dessa forma, debruçamo-nos sobre o Estatuto dos Indígenas (1957), um documento normativo colonial que, no âmbito deste trabalho, é considerado como política linguística. Este texto resulta de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada especialmente em Bá (2010), sobre a tradição africana, e em Cá (2000), sobre a educação pré-colonial e colonial na atual geografia guineense. O artigo conclui que as políticas linguísticas pré-colonial e colonial apresentam diferenças significativas, tanto do ponto de vista dos seus objetivos quanto das estratégias de implementação.
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