ESCOLA QUEERSTIONADORA: Por um currículo que problematize as supostas estruturas de gênero e sexualidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55847/pindorama.v12i1.855

Palavras-chave:

Educação, Diversidade sexual, Gênero, Currículo

Resumo

Ainda que não se discuta a respeito da diversidade de gênero e sexualidade de maneira aberta na escola, ela está presente no cotidiano dos estudantes, nos diálogos e na demarcação dos espaços físicos dessa instituição. Entretanto, ao analisarmos como os documentos norteadores do currículo citam tais questões, desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), percebemos a prevalência da ideologia de um regime de dominação que contribui para o amoldamento da escola aos modelos hegemônicos, inviabilizando e marginalizando todos aqueles que não se encaixam no padrão cis-heteropatriarcal. Assim, o currículo também é um espaço de poder, de autoridade e de disputas ideológicas. Nesse sentido, inspirados na pedagogia queer, proposta de autoras como Deborah Britzman (1999) e Guacira Lopes Louro (2000), sugerimos uma Escola queerstionadora, na qual o currículo escolar adotaria estratégias em que estudantes seriam estimulados a questionar modelos hegemônicos e as supostas estruturas binárias de gênero e sexualidade, nos auxiliando a pensar um currículo vivo, dialógico e que potencialize as diferenças constitutivas do ser humano.

 Palavras-chave: Educação. Diversidade sexual. Gênero. Currículo.

Biografia do Autor

  • Graziela Pinho Rezende, UESC

    Mestranda do Programa de Pós – Graduação em Letras: Linguagens e Representações da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz- Ilhéus/ BA. Professora da Rede Municipal de Educação de Santa Cruz Cabrália, Bahia, Brasil. E-mail: grazielagrazy1@hotmail.com.

  • Valéria Amim, UESC

    Doutora em Cultura e Sociedade da FACOM/UFBA. Professora plena do curso de Comunicação Social do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, professora do Programa de Pós-graduação de Linguagens e Representações do DLA/UESC, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais – KÀWÉ, Ilhéus, Bahia, Brasil. E-mail: vamim@uesc.br.

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Publicado

2021-05-23

Como Citar

ESCOLA QUEERSTIONADORA: Por um currículo que problematize as supostas estruturas de gênero e sexualidade. Revista PINDORAMA, [S. l.], v. 12, n. 1, p. 17, 2021. DOI: 10.55847/pindorama.v12i1.855. Disponível em: http://publicacoes.ifba.edu.br/Pindorama/article/view/855. Acesso em: 4 maio. 2026.