ESCOLA QUEERSTIONADORA: Por um currículo que problematize as supostas estruturas de gênero e sexualidade
DOI:
https://doi.org/10.55847/pindorama.v12i1.855Palavras-chave:
Educação, Diversidade sexual, Gênero, CurrículoResumo
Ainda que não se discuta a respeito da diversidade de gênero e sexualidade de maneira aberta na escola, ela está presente no cotidiano dos estudantes, nos diálogos e na demarcação dos espaços físicos dessa instituição. Entretanto, ao analisarmos como os documentos norteadores do currículo citam tais questões, desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), percebemos a prevalência da ideologia de um regime de dominação que contribui para o amoldamento da escola aos modelos hegemônicos, inviabilizando e marginalizando todos aqueles que não se encaixam no padrão cis-heteropatriarcal. Assim, o currículo também é um espaço de poder, de autoridade e de disputas ideológicas. Nesse sentido, inspirados na pedagogia queer, proposta de autoras como Deborah Britzman (1999) e Guacira Lopes Louro (2000), sugerimos uma Escola queerstionadora, na qual o currículo escolar adotaria estratégias em que estudantes seriam estimulados a questionar modelos hegemônicos e as supostas estruturas binárias de gênero e sexualidade, nos auxiliando a pensar um currículo vivo, dialógico e que potencialize as diferenças constitutivas do ser humano.
Palavras-chave: Educação. Diversidade sexual. Gênero. Currículo.


