MULHERES NEGRAS: Uma desconstrução ideológica

Resumo

O presente artigo objetiva analisar as representações das mulheres negras contidas nos textos “Essa Negra Fulô” de Jorge de Lima, “Outra Nega Fulô”, poema reescrito por Oliveira Silveira e “Mulheres Negras”, interpretada pela cantora Yzalú. Entendendo o posicionamento da mulher negra representada em cada poema, sendo que no primeiro ela é tida como objeto, pois a linguagem e o teor ideológico são voltados para o movimento modernista, já no segundo poema ela é retratada como sujeito, apropriando-se da libertação da voz dos negros, que, anteriormente, era deslegitimada, podendo hoje expor seus pensamentos como sujeito ativo da contemporaneidade. Com base no contexto histórico de cada um, foi possível associá-los com a música, observando como a luta é constante nos dias atuais, incentivando, assim, a desconstrução do discurso discriminatório sobre a mulher negra. Os discursos utilizados para expor as mulheres negras nestes objetos indicam supostamente a necessidade de que outros falem por elas e, a partir da ascensão dos movimentos negros no Brasil, passam a ter sua própria voz na literatura afro-brasileira. Tendo como arcabouço teórico os livros: “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011), de Eduardo de Assis Duarte e “Crítica sem juízo” (1993) de Luiza Lobo.

Biografia do Autor

Ananda Isis Barreto Lemos

Discente do Curso de Letras Vernáculas, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Alessandra Santos Moreno

Discente do Curso de Letras Vernáculas, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Eliana Souza Santos

Discente do Curso de Letras Vernáculas, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Lorrainy Reis Brito

Discente do Curso de Letras Vernáculas, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Norma Paula

Discente do Curso de Letras Vernáculas, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Gildete Paulo Rocha

Mestra em Letras (UESC). Professora do Colegiado de Letras, Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII, Eunápolis, UNEB.

Referências

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.

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FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução: Joice Elias Costa. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

FONSECA, Maria Nazareth Soares. Literatura negra: os sentidos e as ramificações. In: DUARTE, Eduardo de Assis (org.). Literatura e afrodescêndencia no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: UFMG, v. 4, 2011.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

LIMA, Jorge de. Essa Nega Fulô. Jornal da Poesia. Disponível: http://www.jornaldepoesia.jor.br/jorge.html. Acesso: 10 out. 2018.

LOBO, Luiza. Crítica sem juízo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993.
Publicado
2020-12-24
Como Citar
LEMOS, Ananda Isis Barreto et al. MULHERES NEGRAS: Uma desconstrução ideológica. Revista PINDORAMA, [S.l.], v. 11, n. 1, p. p. 128-146, dez. 2020. ISSN 2179-2984. Disponível em: <https://publicacoes.ifba.edu.br/index.php/Pindorama/article/view/826>. Acesso em: 06 maio 2021.

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