NECROPEDAGOGIA DA CRUELDADE: As masculinidades tóxicas e seus reflexos em corpos vulneráveis

Resumo

Esse estudo promove discussões acerca das pedagogias de morte e seus reflexos nos corpos matáveis a partir das masculinidades tóxicas e hegemônicas, legitimadas por uma espécie de contrato de masculinidade que reúne vários tipos de preconceitos e violências exercidas em pessoas objetificadas e vulneráveis, tanto social, quanto institucionalmente: mulheres e homens negrxs, gays, bissexuais, trans, queers, e pobres, que são julgadxs não aptxs ao trabalho, ao consumo, aos espaços sociais e de poder, ou, simplesmente por não se encaixarem nos moldes de masculinidade patriarcal. É assimilada a essas pessoas a baixa empatia, que dá margem para que seus corpos sejam violentados, massacrados e silenciados. Esse estudo tem o objetivo de contribuir para uma sociedade não patriarcal, menos desigual, não machista, sexista e heterocisnormativa. Foi utilizada a metodolgia qualitativa, de caráter documental, fundamentada nos seguintes autores: Butler (2002; 2017); Segato (2018); Connel (1995;2015); Mbembe (2018); Colling (2018); Bento (2017; 2018); Bauman (1998).


 

Biografia do Autor

Rozemberg Guimarães Silva

Formado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB; Estudante do Mestrado Profissional em Ensino e Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB; Artista; Poeta; Agitador cultural e Policial Militar.

Alexandre Osaniiyi

Trata-se do professor Alexandre de Oliveira Fernandes, doutor em Ciências da Literatura (UFRJ); Professor de Língua Portuguesa e Literatura do IFBA; professor permanente do Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade/PPGREC/UESB/Jequié; professor permanente no Programa de Pós Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais – PPGER, da Universidade Federal do Sua da Bahia – UFSB.

Referências

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Publicado
2020-12-24
Como Citar
SILVA, Rozemberg Guimarães; OSANIIYI, Alexandre. NECROPEDAGOGIA DA CRUELDADE: As masculinidades tóxicas e seus reflexos em corpos vulneráveis. Revista PINDORAMA, [S.l.], v. 11, n. 1, p. p. 147-159, dez. 2020. ISSN 2179-2984. Disponível em: <https://publicacoes.ifba.edu.br/index.php/Pindorama/article/view/827>. Acesso em: 06 maio 2021.

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