ADITIVOS MELHORADORES DA ESTABILIDADE OXIDATIVA E CORROSIVIDADE DO BIODIESEL E DA LUBRICIDADE DA SUAS MISTURAS COM DIESEL

  • M. Meira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - IFBA
  • P.M.B. Santana
  • D.S Silva
  • F.B.S. Catarino
  • L.F.J. Borges
  • L.B. Moreira

Resumo

Um dos processos ao qual o biodiesel está sujeito é a degradação oxidativa, que diminui sua qualidade como combustível além de aumentar sua corrosividade. Como o biodiesel ainda não é usado puro e sim adicionado ao diesel, a queima da mistura biodiesel-diesel lança na atmosfera óxidos de enxofre devido ao enxofre presente no diesel.  Para diminuir a poluição atmosférica o diesel vem sendo produzido com um teor de enxofre cada vez menor. Com isso, sua lubricidade vem sendo diminuída e consequentemente o desgaste das superfícies metálicas que entram em contato com este combustível. Este artigo apresenta os resultados de testes realizados para identificar aditivos que aumentem a estabilidade oxidativa e que diminuam a  corrosividade do biodiesel e aditivos que aumentem a lubricidade de misturas de biodiesel com diesel. Verificou-se que o galato de propila e o ácido salicílico aumentaram a estabilidade oxidativa do biodiesel respectivamente em 159,7%  e 94,9% ambos na concentração de 400 ppm. Os ensaios eletroquímicos mostraram que o galato de propila funcionou como iinibidor de corrosão a aço carbono usando o biodiesel como meio corrosivo. Os testes de lubricidade mostraram que usando 0,25% (v/v) de amidas de óleo de coco (Amida 80) e 0,25% (m/v) de ácido esteárico houve redução na fricção do diesel S10 respectivamente em 4% e 8%.

##submission.authorBiography##

##submission.authorWithAffiliation##
Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Campus Simões Filho - Bahia

Referências

BEILFUSS, W.; GRADTKE, R.; KNOPF, J.; KRULL, I. Additive mixture for the bactericidal and anticorrosive additization of fuels. Patente MX2012000618 (A), 2012.
FERRARI R.A., OLIVEIRA V.S., SCABIO A., Oxidative stability of biodiesel from soybean oil fatty acid ethyl esters, Scientia Agrícola, v. 62, n.3, p. 291-295, 2005.
FETRANSPOR Biodiesel B20 – O Rio de Janeiro anda na frente. Rio de Janeiro: 2011. 104 p.
GOMES, HO, OLIVEIRA, JF. Metodologia de Avaliação da Lubricidade do Óleo Diesel. Boletin Técnico da Petrobras, Rio de Janeiro, 2005.
KNOTHE G, STAIDLE, KR. Lubricity of Components of Biodiesel and Petrodiesel. The Origin of Biodiesel Lubricity. Energy & Fuel, v. 19, p. 1192-1200, 2005.
MEIRA, M.; QUINTELLA, C.M.; FERRER, T.M.; SILVA, H.R.G.; GUIMARÃES, A.K.; SANTOS, M.A.; PEPE, I.M.; COSTA NETO, P.R. Identificação de adulteração de biocombustível por adição de óleo residual ao diesel por espectrofluorimetria total 3d e análise das componentes principais. Quim. Nova, Vol. 34, No. 4, 621-624, 2011.
NABI MN, AKHTER MS, ZAGLUL SHAHADAT MM. NABI. Improvement of engine emissions with convencional diesel fuel and diesel-biodiesel blends. Bioresource Technology, 97, 372-378, 2006.
RESOLUÇÃO ANP nº 42 de 16/12/2009; Disponível em http://anp.gov.br. Acesso em 30/05/2014.
WADUMESTHRIGE K, ARA M, SALLEY OS, SIMON KY. Investigation of lubricity characteristics of biodiesel in petroleu and synthetic fuel. Energy & Fuels, v. 23, 2229-2234, 2009.
Publicado
2016-06-14
Como Citar
MEIRA, M. et al. ADITIVOS MELHORADORES DA ESTABILIDADE OXIDATIVA E CORROSIVIDADE DO BIODIESEL E DA LUBRICIDADE DA SUAS MISTURAS COM DIESEL. Educação, Tecnologia e Cultura - E.T.C., [S.l.], n. 14, jun. 2016. ISSN 2525-3859. Disponível em: <https://publicacoes.ifba.edu.br/index.php/etc/article/view/20>. Acesso em: 15 nov. 2019.