CARACTERIZAÇÃO ISOTÓPICA DA FARINHA DOS RESÍDUOS ORIUNDOS DO PROCESSAMENTO DO CAMARÃO Litopenaeus vannamei
Resumo
O Litopenaeus vannamei é o camarão mais cultivado na aquicultura. Além da alta produção, destaca-se pelo valor nutricional. Indústrias inovam para criar produtos à base de camarão, atendendo às demandas dos consumidores e destacando-se no mercado. As principais formas de comercialização do camarão são in natura ou filé. Uma das formas de aproveitar integralmente os resíduos oriundo do processamento do camarão é a produção de farinha. O tipo de processamento ou beneficiamento que o camarão é submetido, pode dificultar a identificação da espécie pelo consumidor, facilitando a realização de fraudes. O uso de isótopos estáveis de carbono permite caracterizar o material estudado. Assim, fraudes podem ser identificadas pelas variações de δ13C conforme a origem e alimentação do camarão. O trabalho teve como objetivo, caracterizar os valores da composição isotópica do carbono (δ13C) da farinha produzida a partir dos resíduos oriundos do processamento do camarão Litopenaeus vannamei criado em cativeiro. As amostras de carapaça, cefalotórax , intestino e farinha de camarão, foram preparadas e encaminhadas para análise isotópica. Os resultados obtidos permitem caracterizar isotopicamente a farinha de camarão e determinar a porcentagem de contribuição de suas fontes. Isotopicamente, a farinha de camarão apresentou uma maior contribuição do sistema gastrointestinal. A espectrometria de massa de razão isotópica demonstrou ser uma técnica analítica eficaz para caracterizar a farinha obtida a partir dos resíduos de camarão, embora sejam necessários mais estudos para aprimorar essa aplicação.
PALAVRAS-CHAVE: Farinha de camarão; Isótopos; Carbono.
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