Ter de V / Ter que V

Duas formas, duas normas?

Autores

  • Odete Pereira da Silva Menon Universidade Federal do Paraná – UFPR / Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR

DOI:

https://doi.org/10.55847/b6be3616

Palavras-chave:

ter de / ter que, modalidade, Inferno (Dan Brown), VARSUL

Resumo

O estudo trata das diferenças entre o PE (português europeu) e o PB (português do Brasil), no uso de [ter de V] e [ter que V] para a expressão da modalidade de injunção, de obrigação de fazer alguma coisa. No PB, ambas as formas são utilizadas como duas variantes de uma mesma variável. No PE, as duas formas têm (ainda) significados diferenciados, por razão de tradição linguística: ter que fazer corresponderia a ter o que fazer, com significado diverso de [ter de V]. Porém, essa situação parece estar se modificando: já há ocorrências de [ter que V] em textos escritos. Então se pergunta: a construção [ ter que = o que V] teria se tornado opaca no PE? Essa seria a condição básica (uma forma obsoleta dá lugar a outra para se instalar na língua) para serem empregadas no PE com idêntico valor referencial, constituindo uma variável sociolinguística. E, como tal, também coocorrem com outras expressões desse tipo de modalidade, com os verbos precisar, dever... Para evidenciar esse estado de coisas, será feito o cotejo entre duas traduções (PE e PB) da obra Inferno, de Dan Brown pois, como constituem o mesmo texto, possibilitam uma comparação privilegiada entre as duas normas escritas.

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Publicado

18-05-2026

Como Citar

MENON, Odete Pereira da Silva. Ter de V / Ter que V: Duas formas, duas normas?. Enlaces, Salvador, v. 6, 2026. DOI: 10.55847/b6be3616. Disponível em: https://publicacoes.ifba.edu.br/enlaces/article/view/1253. Acesso em: 25 maio. 2026.

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