MULHERES NEGRAS: Uma desconstrução ideológica
DOI:
https://doi.org/10.55847/pindorama.v11i1.826Keywords:
Intencionalidade, Representação, Mulheres negrasAbstract
O presente artigo objetiva analisar as representações das mulheres negras contidas nos textos “Essa Negra Fulô” de Jorge de Lima, “Outra Nega Fulô”, poema reescrito por Oliveira Silveira e “Mulheres Negras”, interpretada pela cantora Yzalú. Entendendo o posicionamento da mulher negra representada em cada poema, sendo que no primeiro ela é tida como objeto, pois a linguagem e o teor ideológico são voltados para o movimento modernista, já no segundo poema ela é retratada como sujeito, apropriando-se da libertação da voz dos negros, que, anteriormente, era deslegitimada, podendo hoje expor seus pensamentos como sujeito ativo da contemporaneidade. Com base no contexto histórico de cada um, foi possível associá-los com a música, observando como a luta é constante nos dias atuais, incentivando, assim, a desconstrução do discurso discriminatório sobre a mulher negra. Os discursos utilizados para expor as mulheres negras nestes objetos indicam supostamente a necessidade de que outros falem por elas e, a partir da ascensão dos movimentos negros no Brasil, passam a ter sua própria voz na literatura afro-brasileira. Tendo como arcabouço teórico os livros: “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011), de Eduardo de Assis Duarte e “Crítica sem juízo” (1993) de Luiza Lobo.


