Metáforas no discurso dos mortos
o caso do Vale do Amanhecer
DOI:
https://doi.org/10.55847/enlaces.v2i.906Palavras-chave:
Linguística Cognitiva, Metáfora, Vale do Amanhecer, Discurso dos mortosResumo
A história nos conta que desde os tempos do Egito Antigo, os homens possuem um apetite singular em se relacionar com o além-túmulo. Defronte a este fato instigante, nos interessamos a investigar neste trabalho se a linguagem figurada se elenca como um portal que conecta linguisticamente o mundo dos vivos com o mundo dos mortos. Utilizamos para tanto os aportes teórico-metodológicos da Linguística Cognitiva e a sua Teoria da Metáfora Conceptual para analisar duas mensagens de entidades espirituais canalizadas por médiuns que para a crença da doutrina espiritualista brasileira Vale do Amanhecer, podem recebê-las. Feito isso chegamos as seguintes conclusões: 1) A metáfora elenca-se como uma ponte que possibilita de maneira singular e fluída interlocuções entre humanos e espíritos; 2) Esse fato se dá porque as entidades incorporadas nos sujeitos que utilizam-se para se fazerem presentes aproveitam-se de todo o conteúdo conceptual e sociocultural apreendido experiencialmente por estes instrumentos, costurando por meio destes tecidos linguísticos-discursivos textualmente coesivos e coerentes; 3) Ao ouvirem as mensagens figurativamente estruturadas, os ouvintes do além conseguem tanto traçar novas formas de pensamento quanto novos moldes de ordenamentos sociais.
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